09/04/2009
01/10/2008
Lobo cambaleante

Abro uma exceção para divulgar os textos do Rafael Rodolfo, o poeta com cara de mau e conversa agradável.
Dessa vez não cobro, mas da próxima... Depende, né?
Talvez
Talvez se nao tivesse
Olhado no fundo dos seus olhos,
Sentido o seu perfume,
Pego em sua mão...
Talvez se eu tivesse
Desviado o caminho,
Me omitido e fechado
A porta do coração...
As coisas seriam diferentes.
Mas nao seriam melhor
De como estavam com voce,
Não haveria sonhos...
Não teria sentido a emocao
Que contigo senti,
Viveria por viver,
Nada mudaria.
Talvez se nao tivesse
Mostrado o que sentia dento de mim,
Talvez se eu nada tivesse feito
Guardando, assim, para sempre
Um sentimento preso dentro de mim
Até o fim.
Rafael Rodolfo Raro
16/07/2008
Perfil
Eu amo porque tenho sede. Amo a luz da aurora que invade a janela quebrada do meu quarto e o lençol que aquece a pele toda noite.
Gosto de caminhar olhando o rio de cor de Coca-Cola e, de preferência, dar uma pausa no sorvete de cupuaçu.
A Monalisa estampada na parede desafia minhas noites solitárias, confunde em seu olhar enigmático.
E o violão abandonado nem lembra dos últimos acordes dedicados. Só a lembrança é que guarda os versos destacados, de Djavan a Santos.
Eu curto futebol. Já fui sozinha ao Maracanã lotado e vi o Romário perder mil vezes o milésimo gol.
Tenho uma paixão, em verde e brando, outra de Corcovado. Amores a mil, de pão de açucar a futuros ensolarados.
Tenho sonhos, encantos, delírios. Escrevo sem pensar em métricas, sem rimar. Equilibro-me no meio-fio.
Falta roteiro. E não faz falta. É que eu mergulho pra degustar. Sem trilha sonora, sem diálogo premeditado, sem notas, sem tom definido.
Sou o vulcão, a nuvem passageira, a brisa faceira. Eu posso tudo, vou ao profundo, eu quero o mundo.
Gosto de caminhar olhando o rio de cor de Coca-Cola e, de preferência, dar uma pausa no sorvete de cupuaçu.
A Monalisa estampada na parede desafia minhas noites solitárias, confunde em seu olhar enigmático.
E o violão abandonado nem lembra dos últimos acordes dedicados. Só a lembrança é que guarda os versos destacados, de Djavan a Santos.
Eu curto futebol. Já fui sozinha ao Maracanã lotado e vi o Romário perder mil vezes o milésimo gol.
Tenho uma paixão, em verde e brando, outra de Corcovado. Amores a mil, de pão de açucar a futuros ensolarados.
Tenho sonhos, encantos, delírios. Escrevo sem pensar em métricas, sem rimar. Equilibro-me no meio-fio.
Falta roteiro. E não faz falta. É que eu mergulho pra degustar. Sem trilha sonora, sem diálogo premeditado, sem notas, sem tom definido.
Sou o vulcão, a nuvem passageira, a brisa faceira. Eu posso tudo, vou ao profundo, eu quero o mundo.
15/07/2008
Por um fio
Eriça
O trançado que faz teus dedos
No emaranhado de cabelos
Motiva
Mais uma vez tuas mãos
Me laçam em fios
Mistura
O meu suor na saliva tua
Eu observo
Saudade
De esquentar-me
Nas mãos quentes de todos os abraços
O trançado que faz teus dedos
No emaranhado de cabelos
Motiva
Mais uma vez tuas mãos
Me laçam em fios
Mistura
O meu suor na saliva tua
Eu observo
Saudade
De esquentar-me
Nas mãos quentes de todos os abraços
14/07/2008
Labirinto
Como um doce rio manso
Que emoldura a casa do caboclo
O peito dela se encheu de amor
Como a delicadeza da descida do orvalho
No sereno do amanhecer
Ela adormeceu
Ela lhe deu as mãos na aurora
Olhou com a alegria de uma criança
E mostrou-lhe luz
Mas o orvalho encontrou o espinho
A luz deu lugar ao labirinto
E o beijo ainda não a acordou
Que emoldura a casa do caboclo
O peito dela se encheu de amor
Como a delicadeza da descida do orvalho
No sereno do amanhecer
Ela adormeceu
Ela lhe deu as mãos na aurora
Olhou com a alegria de uma criança
E mostrou-lhe luz
Mas o orvalho encontrou o espinho
A luz deu lugar ao labirinto
E o beijo ainda não a acordou
